É viável obter crédito para comprar um imóvel em 2018 apesar da Crise?

Como visto em alguns artigos anteriores do blog, investir em imóvel continua a ser bom negócio, porém, quem está planejando financiar a compra da casa própria em 2018 deve ficar atento às mudanças que devem acontecer no mercado de crédito imobiliário nos próximos meses. O governo vai reduzir o subsídio à classe média, hoje oferecido por meio da linha de crédito Pró-cotista, que utiliza recursos do FGTS. A linha é a mais barata depois do Minha Casa, Minha Vida.

Essa medida, em tese, poderia encarecer o financiamento para quem busca imóveis com valor em torno de R$ 1 milhão. Por outro lado, bancos privados estão atentos ao setor e já dão sinais de que pretendem reduzir as taxas  conquistar participação nesse mercado, hoje dominado pela Caixa Econômica Federal.

O aumento da concorrência, combinado com a queda da taxa básica de juros (Selic) e com a recuperação da economia, colaboram para que as taxas de juros praticadas no financiamento imobiliário diminuam, aproximando-se da taxa subsidiada do Pró-cotista, dizem os especialistas.

Menos recursos para imóveis de classe média O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiu reduzir o volume de recursos do fundo destinado à habitação no ano que vem. O orçamento total do FGTS para 2018 será de R$ 85,5 bilhões, cerca de 3% menor do que os R$ 88,2 bilhões previstos para 2017. O setor de habitação receberá R$ 69,4 bilhões no ano que vem, abaixo dos R$ 71,7 bilhões aplicados neste ano.

O segmento com maior corte será a linha de crédito Pró-cotista, destinada a financiar imóveis para a classe média, com valores entre R$ 250 mil e R$ 950 mil (ou até R$ 1,5 milhão, se o imóvel for novo e estiver no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais). A linha de crédito terá apenas R$ 5 bilhões disponíveis no ano que vem, 35% a menos do que os R$ 7,7 bilhões liberados neste ano e volume 42% inferior aos R$ 8,6 bilhões disponibilizado em 2016.

Vale destacar que a linha Pró-cotista já foi insuficiente para atender à procura na Caixa neste ano, que suspendeu em junho os financiamentos nessa modalidade por falta de recursos. Além da Caixa, o Banco do Brasil também oferece a linha Pró-cotista e ainda tem recursos disponíveis.  Leia mais